Quem mexeu no meu queijo


Quem mexeu no meu queijo conta a historia de 2 homenzinhos chamados HEM e HAW e dois ratos chamados SNIFF e SCURRY, todos se alimentavam de queijos de vários tipos, porem tinham que sair a procura dos mesmos pelas ruas e havia muitos labirintos onde nunca eles haviam passado, e achavam perigosos.

Em uma de suas busca por queijos HEM e HAM acharam um no posto C recheado de queijos, de vários tipos, cores, tamanhos, eles ficaram encantados e partir desse dias todas as manhas eles iam para o posto C buscar o queijo deles.
Já SNIFF e SCURRY corriam atrás do queijo pelo cheiro, quando chegavam a um labirinto que estava vazio eles voltavam e entravam em outro, ate que encontram o tão suculento queijo do posto C.

Certo dia HEM e HAM chegaram ao posto C e se deram conta que não havia mais nada, todo o queijo tinha sumido (acabado,) ambos entraram em desespero, como que aquilo poderia ter acontecido. Quando SNIFF e SCURRY se deram conta que o queijo tinha acabado mais que depressa saíram em busca de queijo em outros lugares, voltou a antiga vida de procura, já os homenzinho não, todo santo dia eles voltavam para o posto C e viam que o queijo não estava La, ate que HAW decidiu ir em busca de novos queijos, HEM não admitiu isso, se recusou acompanhar HAW.
HAW procurou sua antiga roupa de correr tentou fazer a ultima tentativa de levar HEM com ele e foi atrás do seu alimento, entrando nos labirintos desconhecidos, onde nunca tinha passado antes.
Nesse tempo os ratinhos não cessaram sua busca ate encontrou um queijo novo no posto N. onde mais tarde HAW . Mas em todo momento ele não esqueceu de seu amigo HEM que ficou esperando o queijo velho no posto C, reclamando, resmungando.

O que o livro passa e que no mundo existem pessoas como os ratinhos SNIFF e SCURRY e os homenzinhos HAM e HEM, quando se deparam com o desconhecido ou com o inesperado cada ser tem uma reação alguns como os ratinho já vão logo atrás de uma solução, e outros como HEM que fica ali parado resmungando, achando que vai passar e tudo vai voltar a ser como antes e outros como o HAW que esperam um pouco pra avaliar o ocorrido e vão atrás de uma solução antes que seja tarde.

A Arte da Guerra

Apresentação do Livro

Escrito no séc. IV a.C., há cerca de 2.500 anos, por Sun Tzu, um general e estratega militar chinês, o livro “A Arte da Guerra” continua ainda hoje a ser admirado como fonte de ensinamentos na área da estratégia. De facto, muitos consideram “A Arte da Guerra” como a origem do próprio conceito de estratégia. Apesar de ser um tratado puramente militar, os conselhos e ensinamentos de Sun Tzu são perfeitamente adaptáveis ao mundo das empresas e dos negócios; basta para isso olhar para a concorrência como o inimigo e para o mercado como o campo de batalha.

Capítulos do Livro

O “A Arte da Guerra” é composto por treze capítulos, que exploram diversos aspectos da estratégia militar, nomeadamente:

1. Planeamento Inicial: coloca a ênfase na importância do planeamento – antes de iniciar qualquer acção é necessário determinar cinco aspectos de fulcral importância: o caminho, o clima, o terreno, a liderança e a disciplina;

2. Condução da Guerra: destaca as consequências internas da guerra e coloca a ênfase na rapidez e eficiência das acções de forma a conservar a energia e os recursos e assim minimizar o desgaste causado;

3. Estratégia Ofensiva: refere a importância de manter intacto o maior número de coisas possíveis – o melhor seria mesmo vencer as batalhas mesmo sem lutar; refere ainda a importância do conhecimento do inimigo e de nós próprios para vencer as batalhas;

4. Disposições Táticas (ou O Poder da Defesa): coloca a ênfase na disposição das tropas no terreno e declara que o segredo da vitória está na adaptabilidade e inescrutabilidade.

5. Energia em Potência: é relevada a força, ou o ímpeto, a estrutura dinâmica do grupo em acção, a coordenação, a coerência da organização e são apresentados diversos métodos de ataque e defesa;

6. Pontos Fortes e Fracos (ou Vazio e Cheio): destaca a importância de conservar a própria energia e de, em simultâneo, induzir o inimigo a esgotar a sua;

7. Manobras: trata da organização efectiva no campo de batalha e das manobras de combate, ao mesmo tempo que refere outros assuntos de especial importância para o sucesso;

8. Nove Variáveis Táticas: é colocada a ênfase na adaptação, vista como um dos pilares da arte de guerrear; as nove variáveis são:

. Não acampe em terrenos baixos;

. Não ignore a diplomacia em terreno aberto (comunicante);

. Não permaneça em terreno desolado;

. Em terreno fechado, planeie uma fuga;

. Em situação desesperada, lute até a morte;

. Há estradas que não devem ser seguidas;

. Há momentos em que não se deve capturar o inimigo;

. Há cidades que não devem ser atacadas, territórios que não devem ser disputados;

. Há ocasiões em que as ordens do comandante não devem ser seguidas.

9. Marchas ou Movimentações do Exército: trata das manobras estratégicas do exército e fala dos três aspectos chave da arte do guerreiro: o físico, o social e o psicológico.

10. Terreno: mais uma vez é colocada a ênfase na adaptabilidade, neste caso às condições do terreno – são caracterizados os diversos tipos de terreno existentes e apresentadas as formas mais adequadas de actuar em cada tipo;

11. Nove Classe de Terreno (ou Nove Regiões): é novamente analisada a questão da adaptação ao terreno. As nove regiões analisadas são: a região de dispersão, a região leve, a região de contenda, a região de comunicação, a região de interseção, a região pesada, a região ruim, a região sitiada e a região de morte (ou mortal).

12. Ataques com Fogo: faz uma descrição dos cincos tipos de ataque incendiário: o primeiro é atear fogo às tropas inimigas; depois, às suas provisões; em terceiro, queimar os seus transportes; quarto, o seu arsenal e; por último as suas vias de abastecimento.

13. Utilização de Agentes Secretos: é valorizada a utilização de espionagem como forma de reduzir os custos da guerra e são caracterizados os cinco tipos de espiões: espião local que é contratado entre a população da região em que são planeadas as operações; espião infiltrado que é contratado entre os oficiais de um regime contrário; espião reverso que é um agente duplo, contratado entre os espiões inimigos; espião morto que é o que recebe a missão de levar informações falsas ao inimigo e; espião vivo que é o que vem e vai com informações.

 

Algumas passagens:

“Derrotar o inimigo em cem batalhas não é a excelência suprema; a excelência suprema consiste em vencer o inimigo sem ser preciso lutar.”

“O comandante apóia sua autoridade nestas virtudes: sabedoria, justiça, benevolência, rigor e coragem.“

“A arte da guerra se baseia no engano. Portanto, quando és capaz de atacar, deves aparentar incapacidade e, quando as tropas se movem, aparentar inatividade. Se estás perto do inimigo, deves fazê- lo crer que estás longe; se longe, aparentar que se está perto.”

“Se você conhecer o inimigo e a si mesmo, não precisa temer o resultado de uma centena de batalhas.”

“Não há mais de cinco notas musicais, entretanto as combinações das cinco dão origem a mais melodias do que as que poderão jamis ser ouvidas.”

“Lutar com um grande exército sob seu comando não é de forma alguma diferente de lutar com um grupamento reduzido: é meramente uma questão de estabelecer disposições e instituir sinas.”

O monge e o executivo

Prólogo
O livro “O Monge e o Executivo” conta a história de John Daily.
No Prólogo conta sobre a decisão de John Daily sobre a ida para o mosteiro. John conta sobre um nome que o perseguiu durante toda a sua vida que era: Simeão. John, durante aproximadamente 25 anos, sonhava com ele correndo em um cemitério, quando de repente se esbarra com um homem vestido com um manto negro dizendo: Ache Simeão, Ouça-o! Durante muitas noites esse foi o sonho que o fazia acordar suando frio.

Aparentemente John tinha uma vida muito boa estável, más só aparentemente.
Com o passar do tempo John começou a perceber que estava se deparando com certos problemas na empresa e com sua família. Vendo isso, sua esposa, Rachel lhe deu a idéia de John procurar o Pastor da igreja para ajudá-lo. Após isso, foi procurar o Pastor que o disse para se afastar um tempo de sua empresa e passar um tempo em um mosteiro que ficava próximo ao lago Michigan. O pastor mencionou que um dos frades do mosteiro seria Leonard Hoffman, um ex-executivo muito conceituado nos Estados Unidos, o que chamou muito a sua atenção e despertou uma curiosidade de conhecer esse mosteiro.
John Daily vai ao mosteiro. Chegando lá, o que mais ele queria saber era onde estava Len Hoffman. Ficou espantado em saber que a aproximadamente há dez anos o reitor tinha nomeado Len Hoffman de Irmão Simeão.
Capítulo 1: As Definições

John conheceu seu colega de quarto, pastor Lee de Wisconsin. John e Lee foram a cerimônia das cinco horas. Chegando na capela John ficou impressionado com a capela, mais precisamente com os detalhes que as constituíam. Logo começou a cerimônia. Depois de vinte e cinco minutos a cerimônia terminou. Logo após John foi a biblioteca e viu que haviam aproximadamente mil itens sobre Leonard Hoffman. Pegou um artigo escrito por Leonard Hoffman. O artigo contava sobre a vida de Hoffman.
Após a missa das sete e meia John resolveu ir até seu quarto para buscar um agasalho, quando de repente se deparou com Simeão , que estava arrumando os canos do banheiro de seu quarto. Simeão se apresentou a John. John ficou orgulhoso e ao mesmo tempo sem reação ao estar frente a frente com a “Lenda dos Negócios”. John propôs a Simeão que pudessem conversar várias e várias vezes durante a sua estadia no mosteiro, porque ele passava por uma fase difícil em sua vida e gostaria muito de ouvir conselhos e trocar palavras sobre sonhos recorrentes e outras coincidência estranhas.
John foi a sua primeira aula com o irmão Simeão. Chegando lá, Simeão pediu que todos falassem os motivos pelo qual cada um veio ao retiro. Preocupado com o que, e como iria falar, John deixou de ouvir seus colegas de classe e se concentrou no que iria falar. Vendo aquilo e discretamente Simeão pediu para que John resumisse em poucas palavras o que Kim tinha falado.
John, sinceramente admitiu que não tinha ouvido muito o que ela tinha falado. Simeão falou sobre a importância de ouvirmos por ser uma das habilidades mais importantes que um líder pode escolher para desenvolver.
Durante a sua aula Simeão falou sobre liderança, mais precisamente sobre a diferença entre autoridade e poder, no qual “Poder é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer” e “Autoridade é a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que você quer por causa de sua influência pessoal”.
Durante vários questionamentos Simeão defendeu o fato de que deve-se persuadir as pessoas através a influência de autoridade para com elas ao invés do poder, citando exemplos sobre o uso da autoridade em casa, no trabalho e outras áreas da vida.
Durante a sessão da tarde Simeão pediu para que juntassem-se dois a dois para listarem qualidades de uma pessoa que obteve autoridade sobre a vida deles. Rapidamente John juntou-se a Kim e mencionou as qualidades que sua mãe. Após o exercício Simeão pediu para que reduzissem a lista para de duas a cinco características. John ficou surpreso em saber que lista de Kim estava muito parecida com a lista dele. Após todos listarem, Simeão perguntou qual dessas qualidades nós já nascemos com ela? Simeão deixou que todos opinassem para depois corrigi-los dizendo que “Todas as qualidades que vocês listaram são comportamentos. E comportamento é uma escolha”.
Capítulo 2: O Velho Paradigma

Na primeira reunião do dia, bem cedo, Simeão fala sobre o problema de John não prestar muita atenção quando alguém está falando. No início da aula, o sargento e Greg e o pregador Lee discutem sobre o que é paradigma. Logo começou a cerimônia. Simeão assume a direção: Paradigmas são simplesmente padrões psicológicos, modelos ou mapas que usamos para navegar na vida. Podem ser valiosos e até salvar vidas quando usados adequadamente. Agarrar-se a paradigmas ultrapassados pode nos deixar paralisados enquanto o mundo passa por nós. As pessoas têm dificuldade de mudar, pois as mudanças nos desinstalam, nos tiram da nossa zona de conforto e nos forçam a fazer as coisas de modo diferente, o que é difícil. Mas o progresso contínuo é fundamental, tanto para as pessoas quanto para as organizações, porque nada permanece igual na vida. A natureza nos mostra claramente que ou você está vivo e crescendo, ou está morrendo, morto, ou declinando.
Simeão então pediu exemplos de paradigmas predominantes nas organizações de hoje em dia. O sargento Greg foi rápido: Administração no estilo piramidal. O vértice pra baixo. Faça o que eu digo. Viver sob a regra de ouro, que diz: “Quem tem o ouro faz as regras”.
Nesse modelo, os empregados são as pessoas mais próximas do cliente. Quer dizer, o presidente pode até conhecer os clientes pessoalmente, mas o mais importante é o produto que é vendido, o que está na “caixa” quando o cliente abre. E a última pessoa que tocou na caixa foi o trabalhador (empregado). Isso os faz mais próximos dos clientes.
Nesse tipo de organização, todos estão olhando pra cima, para o chefe, e longe do cliente.
Simeão pede para imaginarem um sistema cujo foco fosse servir o cliente. Imaginem uma organização onde os empregados estivessem na linha de frente servindo aos clientes e garantindo que suas verdadeiras necessidades estivessem sendo satisfeitas. E suponha também que o supervisor da linha de frente começasse a ver os empregados como clientes e se dedicasse a identificar e preencher suas necessidades. E assim por diante, pirâmide abaixo. Isso é um novo paradigma, reconhecendo que o papel do líder não é impor regras e dar ordens à camada seguinte.  Em vez disso, o papel do líder é servir.
Isso não quer dizer que um líder permitirá tudo numa empresa. Um líder deve estar sempre mais preocupado com as necessidades do que com as vontades.
Mas é complicado identificar as verdadeiras necessidades de uma pessoa ou empregado.
Capítulo 3: O Modelo

Simeão começa então a traçar a pirâmide dos caminhos da liderança. O primeiro passo para a liderança é a vontade. Então ele escreve no quadro que intenções sem ações é igual a nada.
Todas as intenções do mundo não significam nada se não forem acompanhadas por nossas ações.
Só quando nossas ações estiverem de acordo com as nossas intenções é que nos tornaremos pessoas harmoniosas e líderes coerentes. E este é o primeiro passo.
Simeão desenhou no quadro a pirâmide da liderança:

    Liderança
    Autoridade
    Serviço e Sacrifício
    Amor
    Vontade

O primeiro passo está dado. Mas o que é o amor? Nos sentimos desconfortáveis no ambiente de negócios quando se fala de “amor”, porque pensamos logo no sentimento. Mas nesse ambiente, quando falamos de amor, falamos do comportamento e não do sentimento.
A diretora disse: Então, talvez o que você esteja dizendo é que “amor é o que o amor faz”. Excelente!
Tendo a vontade e usando o amor como comportamento, podemos executar o serviço com segurança e eficiência. Daí o terceiro item da pirâmide “Serviço e Sacrifício”. E certamente fazendo o serviço com base nessas diretrizes, a sua autoridade será conquistada, o que vai levar você à liderança!
Capítulo 4: O Verbo

Simeão iniciou a aula falando sobre os dizeres de Jesus, mais precisamente onde diz sobre amar nosso inimigos, Greg por sua vez não conseguia entender como era possível amar, por exemplo: Adolf Hitler.
Foi quando Simeão falava de uma noite em que ele se reuniu com vários colegas em uma taberna pra tomar cerveja. Disse algo do tipo: “Sim, amar nossos inimigos. Que piada! Então tenho que amar um estuprador!”. O professor de línguas que estava presente o interrompeu dizendo que ele estava interpretando mal as palavras de Jesus. Ele explicou que Simeão ao pensar em amor, estava confundindo sentimento com ação. A partir do momento em que tenho sentimentos positivos em relação a alguma coisa ou alguém, posso dizer que os amo. Geralmente associamos amor com bons sentimentos.
Mas isso não quer dizer que devemos fazer de conta que as pessoas ruins não são ruins, mas sim demonstrar o seu bem por elas
Simeão citou características do amor. O amor é: paciência, bondade, humildade, respeito, generosidade, perdão, honestidade, confiança, perdão, honestidade e compromisso.
Capítulo 5: O Ambiente

John chegou mais cedo para conversar com Simeão a respeito do amor
Durante a aula Simeão fala a respeito da importância do ambiente para se produzir um melhor trabalho. Ele aproveitou para dar um exemplo sobre jardinagem, perguntando como ela aconselharia para ter um jardim saudável.
Chris fala para “descobrir um pedaço de terra que recebesse muito sol e em seguida trabalhasse o solo para prepará-lo para o plantio. Depois você plantava as sementes, regavas, adubava, livra das pragas e capinava o jardim para de tempos em tempos.”
Após esse questionamento, Simeão perguntou se o crédito de se obter um bom fruto seria de quem preparou o plantio.
Chris respondeu sem pensar de forma afirmativa, e logo após pensou melhor e chegou a conclusão de que ela apenas ajudou a planta a dar bom frutos.
Simeão falou também sobre a importância de se elogiar um funcionário em publico ao invés de humilhá-lo.
Capítulo 6 – A Escolha

Neste capítulo temos a definição de que a disciplina tem o objetivo de ensinar a fazer o que não é natural. Através da disciplina podemos fazer com o que não natural se torne natural e conseqüentemente um hábito. Somos criatura de hábitos e para tal alguns estágios são necessários para adquirir novos hábitos ou habilidades, pois os hábitos e as habilidades geram comportamentos aplicados a liderança. Assim, o autor elenca os quatro estágios, a saber: Estágio um, Inconsciente e sem habilidade; Estágio dois, Consciente e sem Habilidade; Estágio três, Consciente e habilidoso e Estágio quatro, Inconsciente e Habilidoso.
Capítulo 7 – A Recompensa

No capítulo sete, “A Recompensa” o tema central é o resultado do esforço. Fé, esperança e amor são os motes principais e o autor cita o apóstolo Paulo para poder “pregar” aonde for e usar a palavra quando for necessário. Ressalta que as coisas não são o que parecem ser, pois não vemos o mundo como ele é: nos vemos o mundo como nós somos.
Ressalta ainda neste capítulo que missão, objetivo, visão são fatores determinantes para o sucesso de todo e qualquer empreendimento humano. Nossas vontades e nossos desejos e poderão ser satisfeitas a partir do momento que nos colocarmos em movimento de crescimento pessoal, evoluindo para a maturidade psicológica e espiritual. Um trecho a destacar neste capítulo “Amar aos outros nos faz sair de nós mesmos. Amar aos outros nos força a crescer”.
Após todo aquele tempo no mosteiro, Simeão concluiu com a seguinte frase “Nosso tempo juntos terminou” após isso ele ficou serio e disse também que aprendeu muito durante a semana que passou com o pessoal.
Epílogo

O epílogo nos fala que os seis participantes almoçaram juntos antes de se despedirem. Eles firmaram um combinado de que a cada seis meses o grupo se encontrasse para conversar.
De longe John escutou o barulho do carro de sua mulher Rachel. Quando ele a viu abraçou-a de um modo muito gostoso. A partir dali seria uma nova vida.

50 tons de cinza

Anastasia é uma mulher de 20 e poucos anos que mora com sua amiga Kate em Portland, onde fazem faculdade. Kate quer fazer uma matéria para o jornal da escola, e para isso precisara entrevistar o empresário milionário Christian Grey. Mas Kate adoece e pede à amiga que vá entrevistá-lo no seu lugar. Desde o momento em que se encontram, ambos sentem-se muito atraídos.
Anastasia e Christian tem alguns encontros ” acidentais” e cada vez ele mostra-se mais atraído por ela, assim como ela por ele, embora ele tente manter-se distante, e ela não entenda o motivo.

 Ana consegue marcar um ensaio fotográfico com Christian para colocar as fotos ao lado da entrevista, e então ele a chama para tomar um café. É quando eles finalmente se aproximam, mesmo que Christian a avise para manter-se longe.
Ela vai até a casa dele, onde ele lhe explicará o motivo pelo qual insiste que não é homem para ela, então ele apresenta um contrato estranho, o qual mostra que os únicos relacionamentos que ele tem são muito fora do normal. Ele não gosta de namoros, ou coisas do tipo, o que sempre levou todo mundo a pensar que ele é gay ( principalmente por nunca ter tido uma namorada, e não ter uma única foto ao lado de uma mulher. A primeira foto ao lado de uma mulher, é na formatura de Ana, pois ele foi convidado para entregar os diplomas e fazer um pequeno discurso. E isso a deixa muito feliz.)
Ele mostra à Ana uma papelada: contratos. Ele sempre foi controlador – inclusive nos relacionamentos. Gosta que as mulheres que fazem sexo com ele, sejam suas submissas: assinem papéis prometendo sigilo sobre tudo o que acontece entre eles, e sobre a relação. Além de que estão dispostas a fazer tudo o que ele mandar. Mas o que ele quer não é tão simples, pois ele é sadomasoquista – sente prazer com a dor.
Ana se apavora, mas sabe que não consegue manter-se longe dele, pois está apaixonada.
Ele dá um tempo para ela pensar, mas não aguenta esperar para transar com ela, pois o que sente por ela, vai muito além do que sentia por todas as outras submissas. E Christian fica pasmo quando descobre que Ana é virgem.
Eles se apaixonam perdidamente, mas a relação é confusa: Ana não quer contratos, tem medo. E não suportaria o fato de ser submissa. Também acha estranho o fato de Christian não deixar que ela o toque. Ela descobre cicatrizes no corpo dele e que ele teve uma vida dura demais, pois sua mãe era prostitua. Ainda pequeno, foi adotado pelos Grey, uma família muito rica, que o tirou da vida ruim e miserável que levava, quando a sua mãe biológica se suicidou. Christian já passou fome, e é um homem traumatizado. Aos 15 anos, foi seduzido por uma amiga dos seus pais, e foi a relação com essa mulher, a Mrs. Robinson, que o tornou dessa forma, digamos que foi ela que o fez tornar-se sadomasoquista e ter pânico de relacionamentos.
Ana surpreende-se cada vez mais com a história dele e se assusta muito, acha que é demais para ele. Mas Christian não consegue viver longe dela. Mas é com uma surra grande – realizada com o consentimento de Ana – que ela nota não poder dar a ele tudo o que ele quer, e apavorada ela o deixa, dizendo que não voltaria mais e que cada um deveria seguir a sua vida.
Acaba o Cinquenta Tons de Cinza.
No Cinquenta Tons Mais Escuros, Christian procura Ana, dizendo que está disposto a tentar mudar tudo por ela. Ele, que nunca quis relacionamentos, decide que tentará mais por ela, como ele a ama e não consegue viver sem ela, ele tentará ter um relacionamento normal com ela. Porém, ela não poderá tocá-lo.
Ele a apresenta para a família, que passa a adorá-la, e fica muito feliz pelo fato de Christian ter uma namorada.
Ele quer dar a ela uma vida de luxo, mas ela não gosta de aceitar o dinheiro dele, e isso a faz amá-la mais ainda.
A relação deles fica firme. Ana se muda para a cidade de Christian. Mas um problema surge, uma ex-submissa aparece para atrapalhar a vida deles. Christian descobre que a ex-submissa, chamada Leila, está armada, e meio que perseguindo os dois. Com a vida deles em perigo, é necessário ficar alerta.

O Alienista

Em O Alienista, o leitor se diverte, ri a valer, mas perceberá a irônica crítica de Machado de Assis à sociedade burguesa daquela época. Um livro gostoso de ler, uma surpresa a cada página, personagens atípicos e crédulos da suposta superioridade europeia na medicina da loucura. Tremenda crítica à sociedade que o autor nunca perdia oportunidade de mostrar patética e hipócrita.

A irônia de Machado de Assis é notória em O Alienista, quando mostra a hipocrisia do ser humano que só pensa em seu próprio prestígio.

Abaixo segue o resumo/resenha do livro O Alienista de Machado de Assis

A história se passa no século XIX(19), retrata a burguesia hipócrita da época. O autor se vale do personagem magnífico Dr. Simão Bacamarte (O Alienista) que casou-se com D.Evarista, que não tinha nenhum atributo de beleza, mas tinha todas as chances de dar ao Dr. Simão, filhos robustos e inteligentes. No entanto isso não ocorre, mesmo depois de dietas e ações médicas realizadas por Dr.Simão os filhos não chegaram. Ele então se dedicou ao estudo da medicina e dentro dela se interessou pela neurologia, estudando assim a sanidade e a loucura humana.

Foi então que pediu licença ao governo de Itaguaí para construir uma residência onde os loucos da cidade se instalariam e seriam tratados, favorecendo também o estudo sobre os limites entre a razão e a loucura. D.Evarista tentou desiludi-lo inventado uma viagem ao Rio de Janeiro, mas ele não cedeu.

Assim foi inaugurada a Casa Verde. Dr. Simão estudava e dedicava-se muito ao seu trabalho. Foi então que começou o terror em Itaguaí, Costa foi levado à Casa Verde. Costa havia recebido uma herança que dava-lhe para viver até “o fim da vida”, mas gastou-a toda em empréstimos aos outros indo para a miséria. Todos surpreenderam-se com a prisão de Costa, já que esse era um homem são. Quando a prima de Costa foi pedir a saída dele da Casa Verde acabou também sendo levada e presa. Depois prenderam Mateus, o homem apenas tinha uma bela casa com um belo jardim, a qual vistoriava cedo e à noite, repousava para que os outros admirassem a ele e a casa.

No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista, mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a rebelião das canjicas, liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso, mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão Bacamarte. Há uma intervenção militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o Alienista recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de que quatro quintos da população internada eram casos a repensar, então solta todos os recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização da loucura: os loucos agora são os leais, os justos, os honestos etc.

No fim do tratamento todos foram postos fora e analisando, Bacamarte verifica que ele próprio é o único sadio e reto, por isso o sábio Dr. Simão Bacamarte internou-se no casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois e recebeu honras póstumas.

Amar, Verbo Intransitivo

Em Amar, Verbo Intransitivo o autor mostra a iniciação sexual e amorosa do jovem Carlos. Seu pai, Felisberto Sousa e Costa, contrata Elza (quase sempre chamada de “Fräulein”) para fazer essa iniciação. Ela ensina alemão a Carlos e suas três irmãs menores enquanto vai, lentamente, o seduzindo. Os dois começam um caso (Laura, mãe de Carlos, fica chocada quando descobre e pede para Elza ir, mas Sousa e Costa explica a situação) que, não sendo tórrido, ainda é sexual; mas tem um tom de quase incesto, já que Fräulein é quase maternal com Carlos. O pai do jovem prepara-se para separá-los como inicialmente planejado quando Fräulein engravida e acaba saindo, após paga os oito contos combinados, acabando a primeira parte do romance, chamada Idílio. A segunda parte, sem nome (Idílio é na verdade o subtítulo do romance) mostra Carlos mais amadurecido, enquanto Fräulein já tem um novo menino sob instrução. 

O título do livro é na verdade uma de suas temáticas principais: verbo intransitivo é aquele que não precisa de complemento, e Fräulein Elza está na residência burguesa dos Sousa e Costa, em São Paulo, para ensinar Carlos a amar; nenhum dos dois realment se apaixona um pelo outro na verdade. Ela repudia o sentimento o quanto pode, na verdade, e no final o que resta é apenas uma vaga melancolia, enquanto o que ele achava ser amor é extremamente passageiro. No livro Mário de Andrade faz também muitas digressões, identificando seus pensamentos, sentimentos e opiniões com os dos personagens. O livro também tem uma estrutura incomum: não há capítulos em si, apenas espaços em branco que separam passagens; e enquanto a palavra FIM aparece após o Idílio, apenas após isso dá-se a conclusão da história.

Gabriela Cravo e Canela

Escrita por Jorge Amado em 1958, a obra Gabriela Cravo e Canela, um romance regionalista, rendeu ao autor cinco importantes prêmios e uma excepcional aceitação pelo público, sendo também êxito no estrangeiro, tendo sido traduzida em quinze línguas. Este sucesso deve se principalmente a maneira do autor, com seu espírito jovial, de escrever e trabalhar tão bem suas personagens.

Ao lermos o livro percebemos duas principais vertentes que ocorrem paralelamente e que conduzem todo o romance:
A. O amor entre a mulata Gabriela e o sírio Nacib. O campo amoroso da narrativa.
B. A chegada do progresso em Ilhéus, local onde se passa a história. O campo social e político da narrativa.
Personagens
Iremos a seguir mostrar os personagens principais e secundários divididos de acordo com seus papéis.
a.. Personagens Protagonistas (no campo amoroso).
Consideramos Gabriela e o turco Nacib os protagonistas da história devido ao romance vivido entre eles e a importância deste no romance.
Gabriela- Moça de grande vitalidade que reúne grandes características do biótipo nortista do interior, sendo retirante fugida da seca. Animada, bem disposta, era bonita e por onde passava chamava atenção dos homens, provocando inveja nas mulheres. Não era mulher de relacionamentos mais sérios como o casamento nos quais se sentia “presa”. A traição na sua relação com Nacib ocorreu devido a este fato. Importante: é Gabriela que dá ênfase à trama.
“Caído o braço roliço, o rosto moreno sorrindo no sono, ali, adormecida na cadeira, parecia um quadro. Quantos anos teria? Corpo de mulher jovem, feições de menina.”
Este trecho exemplifica e exalta a beleza física de Gabriela.
Nacib- O personagem é fundamental não só pela sua relação com Gabriela mas também pelo fato de ser dono do mais importante ponto de encontro da região, o Bar Vesúvio. Era imigrante vindo da Síria e não gostava de fazer parte de nenhum laço político. Pensava ele que se fizesse parte da política poderia perder clientela em casos de desentendimento, já que todos da sociedade freqüentavam seu bar. É ele o primeiro homem, na narrativa, a se encantar com a beleza de Gabriela. Era, de acordo com o próprio livro, “um enorme brasileiro, alto e gordo, cabeça chata e farta cabeleira, ventre demasiadamente crescido…” Possuía ainda frondosos bigodes, um rosto gordo e bonachão, além de uma boca grande de sorriso fácil.
“Do que não se recordava mesmo era da Síria, não lhe ficara lembrança da terra natal tanto se misturara ele à nova pátria e tanto se fizera brasileiro e ilhense.”
Trecho da narrativa referente a Nacib e sua nacionalidade.
2.Personagens Antagonistas (no campo amoroso)
Para considerarmos uma personagem antagonista devemos analisá-la e assim ver o seu verdadeiro papel na narrativa. No caso deste romance consideramos a personagem Tonico Bastos como a antagonista. Pelo fato de ele ser o fator determinante na traição entre Gabriela e Nacib.
Tonico Bastos- Filho do coronel Ramiro Bastos, possuía a fama de conquistador. Sua razão de viver era esta, o de ser o irresistível. Andava sempre bem vestido, e com um andar despreocupado. Tinha muito sucesso com as mulheres e as opiniões sobre ele variavam em Ilhéus, uns o consideravam bom rapaz e inofensivo. Outros achavam ele burro, covarde e preguiçoso.
Foi este seu jeito que conquistou Gabriela, fazendo com que ela se esquecesse de Nacib por um momento.
“De nenhum outro temera tanto Nacib a concorrência, ao contratar Gabriela, quanto de Tonico. Não era ele o conquistador sem rival, o tombador de corações?”
Trecho que mostra a preocupação de Nacib em relação a seu amor Gabriela e o conquistador Tonico Bastos.
3. Personagens Secundários (no campo amoroso)
São personagens da conturbada vida amorosa e doméstica de Ilhéus ou ainda personagens relacionados ao cotidiano de Gabriela, Nacib ou de Tonico Bastos. A seguir citaremos algumas personagens neste campo.
As irmãs dos Reis- Duas grandes cozinheiras de Ilhéus, Quinquina e Florzinha eram também muito conhecidas por terem construído um enorme presépio. Neste encontravam-se além de imagens santas, imagens de personalidades que foram importantes na história do Brasil.
Malvina- Por ser jovem e mulher era muito controlada pelo pai, o que era muito comum na época. Por outro lado era a única que possuía coragem para requerir seus direitos. Acabou fugindo de Ilhéus para não ter que casar com quem não queria.
Filomena- Empregada de Nacib desde que ele comprara o bar, acaba indo embora para morar com o filho Vicente. Abrindo então uma vaga que posteriormente será ocupada por Gabriela.
No campo político os personagens estão divididos em duas principais alas: a ala dos que querem e estimulam o tão falado progresso e aqueles que são contra os desejos desta ala progressista. Através da leitura podemos perceber que os progressistas são (no campo político) os protagonistas. O antagonismo está na maneira conservadora de pensar da outra ala, anti-progressista. Os membros desta ala são os antagonistas neste campo.
Alguns protagonistas (campo social e político).
Mundinho Falcão- Raimundo Falcão, exportador de cacau. O seu principal objetivo era aumentar a produção de cacau, e possibilitar que o cacau fosse exportado sem ter que antes passar pelo porto da Bahia. Era o símbolo do progresso.
“Mundinho Falcão chegou aqui outro dia, como diz Amâncio. E veja quanta coisa já realizou: abriu a avenida …Trouxe os primeiros caminhões, sem ele não saía o Diário de Ilhéus nem o clube Progresso.”
Este trecho define bem o espírito progressista de Mundinho Falcão.
Capitão- Miguel Batista de Oliveira, o Capitão, era aliado a Mundinho Falcão nas disputas políticas. Possuía um nariz grande e curvo, era moreno e estava sempre vestido de impecável roupa branca. Era uma das grandes personalidades da cidade.
O russo Jacob e seu sócio Moacir Estrela- Foram eles que organizaram uma empresa de transportes para explorar a ligação rodoviária entre as duas principais cidades de produção de cacau. Isto foi um progresso já que a viagem rodoviária através das marinetes era muito mais rápida e barata que através da ferrovia, a mais comum na época.
“Que coisa! Quem diria! Trinta e cinco quilômetros em hora e meia…Antigamente a gente levava dois dias, a cavalo…”
Percebe-se por este trecho da narrativa a vantagem da viagem por rodovias através das marinetes.
Alguns membros da Igreja podem aqui ser incluídos (Padre Basílio), já que muitos deles possuíam terras sendo interessante a chegada do progresso.
Antagonistas (campo social e político)
Coronel Ramiro Bastos- Considerado um verdadeiro cacique local, por ser um dos mais antigos moradores de Ilhéus. Era contra a política progressista de Mundinho Falcão, com o qual disputava o poder político da região.
Coronel Amâncio Leal- Era um homem calmo, porém que já havia lutado muito por terras da região, era um célebre chefe de jagunços. A ele pouco interessava todas aquelas inovações do progresso.
Na verdade podemos dizer que praticamente todos os coronéis, os homens com origem naquela terra e que lutaram por ela, não queriam o progresso, não queriam que seu tipo de vida mudasse.
Principais Momentos
Por ser um romance percebemos dentro do enredo várias “sub-histórias” podendo então se localizar pequenos conflitos e até pequenos desfechos caracterizando um pequeno universo. Mas de qualquer forma podemos dividir a obra de acordo com seus principais acontecimentos.

A Moreninha

A história conta sobre Augusto, rapaz que aposta com amigos (incluso Felipe) que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias por mulher alguma, sua pena ( em caso de perda) será a de escrever um romance para estes amigos.

O romance A moreninha é o fruto desta aposta (há aqui um exercício de metalinguagem)

Augusto é estudante e colega de Felipe, cuja irmã é Carolina.

Augusto quando criança jurou amar eternamente uma menina cujo nome ignora e fica inconstante em seus amores, até que conhece Carolina, pela qual se apaixona e persegue.

Quando no final ficam noivos, ela primeiro manda-o casar-se com sua amada de infância e depois revela ela ser esta amada.

O livro é um exemplo clássico do Romantismo, tendo sido seu primeiro exemplo brasileiro.

Ele gira em torno de sua heroína perfeita e seu herói que luta para ter o amor desta e os obstáculos para sua realização, no caso a promessa infantil.

Também são bem representados os costumes do Rio de Janeiro da década de 1840 e a classe dos estudantes, da qual Macedo fazia parte na época da escrita do livro.

A obra de Macedo apresenta todo o esquema e desenvolvimento dos romances românticos iniciais: descrição dos costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, estilo fluente e leve, linguagem simples, que beira o desleixo, tramas fáceis, pequenas intrigas de amor e mistério, final feliz, com a vitória do amor.

Com esta receita, Macedo consegue ser o autor mais lido do Brasil em seu tempo.

Macedo foi, por excelência, o escritor da classe média carioca, em oposição à aristocracia rural.

Sua pena tinha o gosto burguês; seus romances eram povoados de jovens estudantes idealizados, moçoilas casadoiras, ingênuas e puras e demais tipos que perambulavam pela agitada cidade do Rio de Janeiro.

O Ateneu

O Ateneu, livro de Raul Pompéia que tem como subtítulo Crônica de Saudades, foi publicado em folhetins em 1888. Considerada uma das grandes obras da literatura brasileira, narra os dois anos em que Sérgio, o protagonista, vive no internato chamado Ateneu.

A primeira dificuldade na análise do livro é enquadrá-lo numa categoria fixa, ou seja, fazer uma classificação rígida sobre que tipo de romance ele representa. Pode ser considerado desde um relato autobiográfico até um romance de formação, ou ainda uma típica narrativa de cunho naturalista. Vistas isoladamente, no entanto, essas abordagens deixam a dever no entendimento final da obra.

NATURALISMO SUBVERTIDO
De acordo com os preceitos do romance naturalista, ao qual se pode associar o livro, depreende-se em O Ateneu uma crítica feroz às instituições de ensino das elites do século XIX. O colégio é visto como microcosmo da sociedade. Para isso, o narrador utiliza descrições de toda ordem, físicas ou psicológicas, levadas a cabo com rigor e riqueza de detalhes quase científicos.

A narrativa é assim apresentada num movimento linear de fora para dentro, do macro para o micro. É como se o leitor penetrasse em um organismo vivo. Inicialmente, a instituição educacional é mostrada a partir de um foco externo: as festas, os discursos, os ginastas e suas coreografias, a princesa imperial, que prestigiava os eventos, e, principalmente, a figura central de Aristarco, pedagogo e dono do colégio.

Desse ponto de vista, o narrador encara o Ateneu com certa perplexidade e maravilhamento. O colégio não se revela ainda um mundo rebaixado, como se verá mais tarde. Nesse nível, a percepção do que é a escola se situa no âmbito do discurso publicitário, “dos reclames”, no dizer do narrador, o que é sublinhado, de forma irônica, por meio do personagem Aristarco.

Esse primeiro exame dá conta do viés naturalista. Há, porém, um aspecto que deixa a leitura mais complexa. A estética naturalista concebe uma arte na qual o autor assume o papel de observador, daí seu pretenso distanciamento em relação à matéria narrada, para que possa criticar de forma mais adequada as doenças do mundo. Era a maneira – que naquele momento tinha grande prestígio na Europa – de conceber as artes: o artista se coloca como cientista e se isola do mundo por ele examinado.

Em O Ateneu, no entanto, há um narrador-protagonista. O foco em primeira pessoa subverte os preceitos naturalistas, de isenção e distanciamento. Sérgio narra e comenta o mundo narrado. Desse modo, a compreensão sobre o que é o Ateneu se estrutura na obra com as impressões do personagem principal. E, como elemento complicador, isso se realiza pautado na perspectiva adulta. O romance é um relato a posteriori das memórias de Sérgio a respeito dos dois anos em que passou no internato.

Há, então, uma matéria narrada (o mundo do Ateneu), impregnada da consciência, das impressões do narrador, e recuperada por sua memória daquele tempo. Essa atitude literária afasta a obra do modelo clássico de realismo/naturalismo. Por outro lado, o romance abriga vários aspectos naturalistas, como o determinismo, a presença do homossexualismo e os aspectos animalescos (comparações de personagens com animais).

ESPAÇO
A obra é claramente dividida em dois espaços: fora e dentro do colégio. O primeiro é visto como ambiência do mundo natural. O segundo funciona como rito de iniciação, acontecimento traumático por meio do qual ocorre a passagem do universo infantil para o adulto, espaço para a formação do homem.

O Ateneu, contudo, em vez de formar, deforma o homem. Trata-se de uma formação às avessas, ou seja, o que se espera de uma instituição é subvertido por uma educação bárbara. O ensino no colégio é determinado por um espaço no qual impera o ideal da força sobre os mais fracos.

TEMPO
O tempo é dividido em tempo psicológico e tempo vivido. O primeiro é o da memória, manuseado pelo narrador da maneira que lhe vem na consciência. Assim, na narração temos os episódios que ficaram na memória narrativa do autor. Já o tempo vivido se circunscreve linearmente aos dois anos de internato vividos pelo protagonista. Isso garante complexidade à obra e confere maior densidade a sua leitura.

ENREDO
Após a entrada de Sérgio no Ateneu, o local é apresentado de forma minuciosa e estilizada. Há abundância descritiva de detalhes. O narrador se atém a cada episódio, buscando na memória o fio condutor da narrativa. Tudo isso amparado por metáforas e comparações, o que garante uma prosa formalmente hiperbólica, com tom de grandeza, como se o estilo elevasse aquele mundo por meio da linguagem. Assim, a cada episódio são descritos os colegas, os desafetos, os baderneiros, os protetores, os professores, Ema e, principalmente, Aristarco.

As relações entre esses personagens, no relato de Sérgio, formam o Ateneu. Esse, por sua vez, como em O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, funciona na estrutura do livro como personagem. Essa é mais uma das singularidades do romance em relação ao que prescrevia a estética naturalista, para a qual o meio se sobrepunha sempre ao indivíduo, determinando-o, como no caso do citado romance de Aluísio de Azevedo. Em O Ateneu, isso quase sempre ocorre, mas, na caracterização formal que envolve Aristarco e o Ateneu num mesmo grupo de características, o meio e o indivíduo se identificam. Isso torna as forças de determinação do meio quase nulas, colocando em ação a determinação estrutural edificada pelo poder – como acontece na hierarquia institucional, nas relações de trabalho e nas relações sociais.

Aristarco é construído no mesmo processo. Ambos – a escola e seu diretor – são abordados de maneira grandiloqüente, nas comparações com vultos da Antiguidade clássica, deuses e monumentos sacros. No entanto, essa construção mascara um lado torpe. Por baixo da carapaça de uma instituição educacional de renome, há o pior dos mundos, retratado em relações homossexuais degradadas, nas quais os mais fortes subjugam os menores.

Aristarco é visto, inicialmente, como um pedagogo-modelo. Essa imagem, no entanto, como a do próprio internato, não passa de fachada. O diretor é conivente com o ambiente mórbido das relações entre alunos e professores. Tome-se, por exemplo, o caso de Franco, um dos internos, personagem que encarna o aspecto mais doentio do colégio. Abandonado pela família, serve como bode expiatório para Aristarco.

Aristarco e o Ateneu se determinam um em função do outro, tanto no processo de sua construção como na desconstrução, quando tragicamente um interno ateia fogo ao colégio. Ema, esposa de Aristarco, aproveita o momento para fugir e abandonar o marido.

Quincas Borba

A OBRA

Quincas Borba gira em torno da vida de Pedro Rubião de Alvarenga, ex-professor primário, que torna-se enfermeiro e discípulo do filósofo Quincas Borba, que falece no Rio, na casa de Brás Cubas. Com isso, Rubião é nomeado herdeiro universal do filósofo, sob a condição de cuidar de seu cachorro, de nome Quincas Borba também.

Rubião, então, parte para o Rio de Janeiro e, na viagem, conhece o capitalista Cristiano de Almeida e Palha e também Sofia que lhe dispensava olhares e delicadezas. Sofia era mulher de Crtistiano, mas Rubião se apaixonou por ela, tendo em vista o modo em que os dois entraram em sua vida.

O amor era tão grande que Rubião foi obrigado a assumi-lo perante Sofia. Para o espanto, Sofia recusa seu amor, mesmo tendo lhe dado esperanças tempos atrás, e conta o fato para Cristiano.

Apesar de sua indignação, o capitalista continua suas relações com Rubião pois queria obter os restos da fortuna que ainda existia.

O amor de Sofia, não correspondido, aos poucos começa a despertar a loucura em Rubião. Essa loucura o levou à morte e foi comparada à mesma que causou o falecimento de Quincas Borba. Louco e explorado por várias pessoas, principalmente Palha e Sofia, Rubião morre na miséria e assim se exemplifica a tese do humanitismo
A FILOSOFIA

O livro representa a filosofia inventada por Quincas Borba, de que a vida é um campo de batalha onde só os mais fortes sobrevivem e que fracos e ingênuos, como Rubião, são manipulados e aniquilados pelos superiores e espertos, como Palha e Sofia, que no fim da obra terminam vivos e ricos.
HUMANISTAS

Princípio de Quincas Borba: “Nunca há morte. Há encontro de duas expansões, ou expansão de duas formas”
Explicando de uma melhor maneira, criou a frase: “Ao vencedor, as batatas”, princípio esse que marcou e é o enfoque principal do enredo.

-“Supões-se em um capo de duas tribos famintas. As batatas apenas chegavam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrerão de inanição. A paz, neste caso, é a destruição; a guerra, é a esperança.

Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí, a alegria da vitória, os hinos, as aclamações. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se. Ao vencido, o ódio ou compaixão…..Ao vencedor, as batatas !”
UM NARRADOR GENIAL

O narrador de Quincas Borba é, em certa medida, o próprio Machado de Assis. É importante observar que não se deve confundir o narrador com o escritor.

Neste romance, porém, Machado de Assis assume a postura de escritor/narrador. A passagem a seguir, como outras outras da obra, quebra a objetividade do narrador em 3 pessoa: “Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora, em Barbacena”.

OBS: As narrativas de Memórias Póstumas de Brás Cubas e de Quincas Borba tocam-se no início do capítulo IV, sendo uma espécie de continuação daquela. Mas a história de Quincas Borba é completamente outra.

Este romance mostra a caminhada de Rubião para a loucura. De modo que o verdadeiro elo entre os romances é apenas o Humanitismo, filosofia com a qual Quincas Borba marcou sensivelmente Brás Cubas, mas da qual apesar de seus esforços, nada conseguiu transmitir a Rubião.

A REIFICAÇÃO DO HOMEM
 

O tema central da obra, é a transformação do homem em objeto do homem, a coisificação ou reificação. O capitalista Palha usa sua esposa Sofia para usurpar a fortuna de Rubião que, no entanto, enlouquece de amor. A ruína econômica, moral e física de Rubião prova a idéia de que ser fraco é ser culpado. Isso foi aplicado por Charles Darwin ao descrever a seleção natural das espécies.
DOIS IMPORTANTES PORMENORES

A obra apresenta, também, o problema da relatividade das condições. Sofia recusou Rubião por julga-lo repugnante, mas usou o argumento de fidelidade ao marido, embora tivesse marcado um encontro amoroso com Carlos Maria, que não foi ao encontro por considerá-la muito fácil.

Rubião, por sua vez, era cobiçado por Tonica, filha do Major Siqueira. Essa roda-viva mostra como o absolutismo de Sofia era relativo.

Mas Rubião não percebia isso. Quando ele estava rico, salvou um garoto, que se chamava Deolindo, de um atropelamento. Com o passar do tempo, com a loucura e com o empobrecimento, passou-se ao ridículo, sendo caçoado por crianças, e entre elas, Deolindo.

O HUMANITISMO DE QUINCAS BORBA

A filosofia de Quincas Borba não passa de uma paródia bem-humorada e eficiente do positivismo. Há inúmeros pontos de contato explícitos entre ambos: a teoria dos estágios da humanidade, o princípio de que a humanidade é superior ao homem , o entendimento do sexo como ritual litúrgico da reprodução, a proposta de doutrinação política e religiosa da sociedade, o otimismo quanto aos destinos do homem, etc…

Mattoso Câmara Jr., que escreveu um ensaio sobre o humanitismo, em ensaios Machadianos(Língua e Estilo), afirma que essa filosofia não é uma crença, mas uma dúvida.

AS DUAS VERSÕES DE QUINCAS BORBAS

O romance foi escrito duas vezes. A primeira saiu, em capítulos, na revista A Estação. A Segunda, saiu em volume, pela livraria Garnier, em 1892. A versão definitiva é a da 2a edição. Nela, o romance começa pelo meio da história, isto é, o narrador interrompe a seqüência para relatar o que sucedeu antes do ponto em que iniciou.

Nos três primeiros capítulos, Rubião encontra-se no RJ, dominado pelo luxo e apaixonado por Sofia. No quarto, o pensamento de Rubião desviava-se dela e ele relembra as circunstâncias que o levaram àqueles extremos. Na primeira versão, a obra começa pelo princípio da ação, quer dizer, os eventos são apresentados na ordem em que ocorreram.