Inferno

Aqui o nosso protagonista ‘sabe-tudo’, Robert Langdon, já começa mais uma aventura, mas de forma diferenciada. O leitor já é imerso dentro do universo de Langdon, que não se recorda dos últimos 3 dias da sua vida, sem seu famoso relógio do Mickey Mouse (algo que o deixa bastante chateado, é hilário), está com um ferimento na cabeça e alguém está tentando tirar sua vida. Com a ajuda da bela médica Sienna Brooks (elas sempre tem quem ser bonitas, hein? rs), Robert descobre que está na Itália e tenta fugir do seu possível executor.

Aliada à essa perseguição, Robert tem um novo enigma nas mãos: descobrir a co-relação da obra de Dante, Inferno (de ‘A Divina Comédia’), o problema que a OMS enfrenta de superpopulação e um vilão que já está morto. Todos os elementos necessários para dar a vida à uma trama eletrizante, certo? Certo, até certo ponto.

Diferente de suas obras anteriores, Inferno tem um excesso de descrições históricas, que servem para situar o leitor. Uma, duas e até três vezes dentro da leitura, para embasar as pistas encontradas por Robert, é aceitável. Depois fica tudo meio “demais”, o que me deu uma profunda vontade de pular as páginas dessas explicações. Outra coisa é a justificativa para a inserção de Langdon nesse enredo. Ele é um professor de artes, o “melhor simbologista existente”, mas achei forçado dessa vez seu envolvimento com a trama. Agora, o tema chama atenção e a superpopulação é um problema real, e que faz o leitor questionar bastante o ‘bem x mal’.